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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Mãe é Mãe!

Vou começar esse post com um bordão famoso; "Atire a primeira pedra, a mãe que nunca brigou por causa de seu filho ",  pois então, Eu não sou diferente! Brigo por causa dos meus e ainda brigo por causa dos filhos dos outros, nem preciso  conhecer, basta ser criança!

Ontem, estava esperando meu filho mais velho Andries na escola, que iria para casa com um amiguinho, portanto, eu seria responsável em levar a criança comigo também, enquanto isso, o Johann, meu caçula de quase 2 anos, estava brincando sozinho no escorrega- bunda da escola, quando chegaram duas garotinhas um pouco mais velhas que ele e uma delas, ameaçou empurrar, quando eu vi, eu corri de onde eu estava para pegar meu filho, e a mãe da garota estava ao lado, vendo tudo... quando ela empurrou ele novamente e ele rolou a escada, só deu tempo de eu pegá-lo  no meio da escada, mas nao consegui evitar que ele se machucasse.  

No meio da minha aflicão, vendo sangue no rosto do meu filho, tendo que me refazer pois tinha duas crianças contando com a minha lucidez para voltar para casa, a mãe da garotinha que empurrou meu filho, veio até mim e disse assim; desculpa, mas ela empurrou seu filho porque ela não queria que ele brincasse junto... o google translate do meu cérebro foi ativado automaticamente do Holandês para o Português mandando mensagem para minha mão dá uma  bofetada na cara dela... e eu como uma boa brasileira, respondi, sua filha sabe muito bem o que quer, lógico, contra outra criança menor que ela, se você repetir o que disse, pode chamar a polícia por que eu estou louca e vou fazer o mesmo com você!
  
Foi quando apareceu duas professoras para me ajudar com as três crianças, me acalmaram e eu voltei para casa, primeiro liguei para o médico, depois meu marido e depois para minha sogra e finalmente liguei para uma organização aqui que as pessoas podem ligar para denunciar bulling na escola, racismo etc.. liguei pedindo orientação, perguntei se era caso para polícia, eles informaram que não, que eu deveria conversar com a outra mãe e dizer para ela que eu não havia gostado e que era para ela conversar com a filha.Eu perguntei, simples assim?? eles, sim! Então eu respondi, meu amigo, na minha terra, essa mãe teria um grande problema, e se eu for conversar com ela, ai sim, vai ser caso de polícia e desliguei o telefone.

Fiquei doente, vendo meu filho machucado, passei a tarde mal, fui procurar apoio nos meu amigos do face, encontrei. Minha amiga Adelaíde Araújo Portugal, pessoa iluminadíssima, espiritualizada, sem saber o que se passava, me confortou com uma mansagem cheia de luz, minha prima Ivete Santa Rosa, me postou uma mensagem linda, que me fortaleceu muito e  acalmei meu coração quando vi meus amigos se solidarizando sem saber o que havia acontecido, isso para mim foi fundamental para me recompor da dor louca que me assolava, por outro lado eu também me culpava porque não estava "colada"  no Johann na hora que tudo aconteceu. 
Hoje, ao levar o Andries para escola, o Johann foi junto, havia cinco mães  esperando para falar comigo, elas fazem parte do conselho da escola, perguntaram como eu estava, como ele estava, ouviram a minha versão, analizaram o estrago no rosto do menino, eu deixei bem claro, que eu jamais vou brigar com outra criança por causa dos meus filhos, mas eu estava sim muito chateada com a mãe que estava perto e não evitou que a filha empurrasse o meu.
Quando foi hoje a tarde, minha sogra estava em casa para nosso tradicioanal café da tarde e a campaínha tocou, fui atender e era uma senhora com uma garotinha na bicicleta, eu disse pois não? Ela meio sem jeito, eu sou a mãe dessa moça (apontado para a filha) que empurrou seu filho da escada ontem, podemos saber como ele esta?? Eu nem lembrava do rosto dela, de tão cega que fiquei, respirei (Adelaíde), pedi para ela entrar, a minha sogra delicadamente me beijou e foi embora. Percebi que a outra mãe, também era mãe igual a mim, eu agradeci a preocupação, disse que ele estava bem mas além de me sentir culpada, achava que ela poderia ter evitado que a filha dela empurrasse ele; foi quando ela me respondeu, me desculpe muito pelo que aconteceu, mas eu não acreditei que ela fosse empurrar, ela é tão meiga! 
Nesse momento a ficha caiu, aqui na Holanda, desde cedo é estabelecida uma relação de confiança mútua entre pais e filhos, enquanto nós, no Brasil dizemos, "atenção, não confia, criança tem repente, agora esta bem, mas mais tarde pode te surpreender", aqui eles confiam que a criança vai atender e fazer o combinado antes estabelecido... e eu me coloquei no lugar dessa mãe, e se fosse o Johann que tivesse empurrado a filha dela, será que eu teria coragem de ir visitá-la e pedir desculpas? Disse a ela que não precisava se preocupar, que estava tudo bem com ele, e que meu coração estava aliviado por mim e por ela, que ela agiu muitissimo bem não ter ficado para conversar comigo na hora porque eu realmente estava fora de mim, ela respondeu, tudo bem, eu também estava fora de mim, eu também queria defender minha filha e assim como eu ela estava disposta a brigar para defender a filha.

Gente, não preciso dizer mais nada, mãe é tudo igual mesmo... filho sempre será por nós idealizado como o filho perfeito que jamais irá contra aquilo que pregamos, que jamais irão nos decepcionar, os nossos filhos são os mais lindos, os mais tudo...  e quando acontece o imprevisível, temos que  ter humildade em reconhecer o erro, e também repará-lo, seja pedindo desculpas, como fez essa mãe, seja deixando sem tv, castigando, enfim! Mãe, realmente  só muda o idioma, a cultura, o país.....o endereço!

terça-feira, 28 de maio de 2013

A vida com irmãos é mais divertida!

Acredito que quando Deus criou a família ele se divertiu muito quando escolheu a função dos irmãos... só quem tem irmãos sabe o que brigar, morrer de ódio, mas ai de quem mexa com eles....rsrsrr. É impossível contar um " causo" divertido ou absurdo sem eles, é impossível saber o que é amar e odiar ao mesmo tempo a figura deles... Eu tenho 4 irmãos mais velhos e duas "agregadas" mais novas. E MUITAS Histórias para contar... Vou começar falando do meu irmão o terceiro antes de mim e 11 anos mais velho, ele se chama Charles "José", por isso o nome do meu filho mais velho Andries "José". 

O Charles foi para mim na infância, um irmão cuidadoso, mas muito gaiato, me fazia passar por cada situação, mas o que eu mais gosto de lembrar, era quando ele me buscava na escola e sempre perguntava, deixou merenda pra mim???? Era um acordo só entre nós, eu tomava metade do meu suco e comia a metade do pão só para deixar para ele... E quando eu levava bananada, ele brigava comigo porque a banana depois de um tempo escurece e ele não tomava nem a pau ahhahahhahah 

Por ser mais velho que eu, ele sempre se metia a querer me ajudar com o dever de casa da escola, lembro uma vez que eu tinha que escrever um texto contando sobre o nosso dia-a-dia, então achei legal contar que a minha comida preferida era Açaí com Charque (carne seca) frito, ai eu virei para ele e disse, vou dizer que a gente adora comer açaí com "Jabá", mas Charles como a gente escreve "Jabá com G ou com J" ?? ele respondeu, eras mas tú és burra mesmo né??? escreve Açai com "Charque" é a mesma coisa.... ai eu perguntei de novo, mas "Charque é com X ou com CH" . E ele, eras, tanta burrice eu nunca vi... precisa dizer o que a gente come???? esquece isso!!! hahhahhahah 

Mas o melhor é quando eu me pego presa nas lembranças da infância, com saudade da família que ficou no Brasil, o coração apertado de tanta nostalgia, lá vem uma história dele... Ontem não aguentei e compartilhei no meu facebook  um causo de autoria dessa pessoa chamada Charles.  Lembro que ele contou mais ou menos assim... "_A vovó falava cada coisa, uma vez eu devia ter uns quase 10 anos, quando eu disse vó, eu estou com um problema na escola. E a vovó respondeu: _ Problema grande é piolho em cabeça de aleijado, porque não tem mãos para coçar. Passou um tempo, a vovó foi receber a aposentadoria dela em um banco na Av. Presidente Vargas em Belém e me levou,  lá tinha um senhor que não tinha os braços nem as pernas e ficava no meio da rua pedindo esmola. A Vovó nem lembrava mais do que ela havia me dito, mas eu nunca havia esquecido e fiquei pensando como ele faz para coçar a cabeça?? que quando eu vi esse senhor eu pedi um dinheiro para vovó para levar para ele, quando cheguei perto eu disse: _ Senhor, seu problema é piolho na cabeça né??? como o senhor faz para coçar??? O Homem muito P da Vida, respondeu: _ seu muleque safado, eu chamo a tua mãe para coçar para mim, e corre se não eu vou te pegar! eu corri tanto que eu tinha pesadelo com ele correndo atrás de mim. "   Nem precisa contar que a essas alturas eu já estava com dor na barriga de tanto ri dele contando e encenando a situação. A minha mãe jura que isso foi mentira, mas ele jura que foi verdade! Entre o sim e o não, eu prefiro acreditar na minha imaginação. 
Quanta saudade desse tempo! Quanta saudade desse irmão que cresceu mas não perdeu a imaginação... e quanta imaginação.... e hoje é meu cumpadre também, junto com a irmã "agregada" Wanessa, são os padrinhos do Johann que por sinal herdou a palhaçada e o jeito moleque dos dois.... amo vocês!

Wanessa e Charles com o Johann no dia do batizado na Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, em Belém-Pa.

sábado, 4 de maio de 2013

Quando 1+1 é Diferente de 2.

Eu sou dessas mães que passo horas olhando e analisando meus filhos, comparando-os .. pesquisando sites para saber se o peso e altura são compatíveis com a idade, se o que eles comem ajudam para que eles tenham uma vida saudável, pertubando minhas amigas e amigos do facebook que são médicos, psicólogos, nutricionistas, professores etc para saber se estou fazendo tudo certinho... encho o facebook deles com perguntas e escrevo posts para a família no Brasil contando cada travessura que eles aprontam aqui.

Numa dessas pesquisas, vi um vídeo do Brasil em que a atriz Vanessa Lóes, casada com o também ator Thiago Lacerda, comparava seus dois filhos, o Gael e a Cora. E teve uma coisa que muito me chamou atenção quando ela falava mais ou menos assim; que a Cora, caçula, veio ao mundo para dá uma esquentada na vida do Gael, uma vez que o mais velho é muito calmo, tranquilo, já a caçula é o oposto. Sabe que reparando bem, aqui em casa é também assim... O mundinho do Andries, nosso mais velho de 5 anos, passou a ter mais "cor" com a chegada do Johann, nosso caçulinha de 1 ano e meio... Enquanto o Andries conhece bem seus limites, por exemplo, ele até um tempo atrás tinha medo de balão, ele evitava ir até onde houvesse um,  era um drama ir à festinhas infantis, pois o menino ficava grudado em mim o tempo inteiro.  Palhaços, bonecos grandes de festas então, ele nem se aproximava... Já o Johann, se diverte estourando balão, e a experiência mais recente foi durante essa semana, fomos ao teatro assitir ao espetáculo do "Het Zandkasteel" (programa infantil muito famoso aqui na Holanda) com bonecos enormes, que cantam, dançam...

Enquanto o Andries ficava sentadinho na poltrona, o Johann desceu para dançar e interagir com os personagens, e ao final, é comum aqui, os artistas, como forma de agradecer ao público, receber e tirar fotos ao final do espetáculo.. Então perguntei ao Andries, você vai cumprimeta-los? e ele respondeu  _ só se formos juntos e você segurar forte minha mão.. eu disse_ Então tá bom!, mas a mamãe quer fazer uma foto sua também com eles, vai ser legal.. ele, _ mas eu tenho um pouco de medo. 

Enquanto estávamos na fila aguardando a nossa vez, o produtor do espetáculo, veio até nós para perguntar se o Andries não queria ir na frente, para a gente não esperar muito pois eu estava com o Johann no colo, então ele levou o Andries e eu fui atrás com o Johann, para falar a verdade eu nem vi se o Andries realmente os cumprimentou, só vi quando o menino já estava nos esperando embaixo do palco com uma bandeirinha dos personagens na mão, pois eu estava tentando arrancar o Johann do palco, pois o garoto ficou extasiado com os bonecos, ele segurava na mão, conversava, sabe só Deus o que, dava com a mãozinha dando tchau, ficou na frente deles, queria brincar, dançar... gente foi show de bola.. e o irmão vendo tudo que acontecia bem distante hahhha

O papai nos deixou e nos buscou na porta do teatro, estava ansioso para saber como eles haviam se comportado, e foi quando o Andries fez o seguinte comentário, _ Foi muito legal, uma pena que eu tive um pouco de medo de apertar a mão deles, apertei muito rápido. Mas ainda bem que o Johann não teve medo.
Ao mesmo tempo que senti um aperto de leve no coração, percebi que ele estava orgulhoso pelo irmão ser e fazer aquilo que ele gostaria de ser e fazer também, mas que a personalidade dele não deixa, ou pelo menos não deixava... O bacana que a diferença entre eles, faz com que  aprendam um com o outro. Realmente, Assim como a Cora na vida do Gael,  o Johann veio para apimentar a vidinha do Andries, seja o encorajando, o divertindo e assim vai ser por toda a vida... afinal, tem coisa melhor que ter irmãos??? Por isso, que todas as vezes que me perguntam QUANTOS  filhos eu tenho, eu sempre respondo, tenho o Andries e o Johann. 

1. O johann de costas de camiseta vermelha no palco do Teatro com os personagens de "Het Zandkasteel"


                                    
2. Vídeo do programa que passa aqui na Holanda para quem tiver curiosidade em conhecer.

P.S . Ofereço esse post especialmente à minha amiga Sumaia Costa que acabou de aumentar a família com a chegada da Sayumi. Assim o Joaquim também vai ter histórias para contar e você, amiga querida, vai descobrir também que 1+1 é totalmente diferente de 2 ;) ....Beijos minha amiga!

terça-feira, 23 de abril de 2013

Viajando de Volta à Infância....

Se a gente parar para perceber, vamos constatar que a infância tem cheiro, tem sabor, tem alma. Hoje mesmo, me peguei viajando de volta ao tempo. Uma simples brisa matinal, ao voltar para casa depois de deixar meu filho mais velho na escola, fez com que essa viagem acontecesse. Fechei os olhos e meu alfato pode acompanhar o aroma, que me levou de volta para os meus 7 anos de idade quando, de férias, ia com a minha avó materna para o interior do Pará, uma cidade na época, pequena, chamada São Caetano de Odivelas, imediatamente  vi minha vó, quanta saudade! passeei pelo quintal, corri atrás das galinhas, brinquei com os pintinhos que acabara de nascer, subi na mangueira que ficava no quintal, ouvi minha avó me chamando mais uma vez, dizendo para não incomodar os vizinhos, e para eu tomar cuidado para não me machucar, tomei suco de maracujá feito na hora e comi pão caseiro, esse pão só comemos lá......

De mãos dadas com ela, que usava seu vestido florido, chinela de dedo, acompanhavam  os passinhos miudinhos compassados aos meus, que entre um pulo e outro era contido pelas mãos firmes que me seguravam, visistamos a casa da tia Dina, irmã da minha vó, parada obrigatória para uma xícara de café.Seguimos caminhando até a casa da mãe Dudu, outra irmã  e finalizamos a caminhada na casa do pai Jango e da tia Laura... ahhhhhhhh aqui eu parei.... e fiquei. Brinquei na penteadeira da tia Laura, esposa do Pai Jango, que era irmão mais velho da minha avó, a quem era dado todo respeito, por ser o irmão mais velho, lembro que minha avó tomava abenção dele e ficavam longas horas conversando... enquanto isso, eu gostava de mexer nos vidros de perfumes da tia Laura, ela , que quando o perfume acabava, e se o vidro fosse bonito, ela enfeitava com uma flor e aquilo virava um objeto de decoração, espalhados pela casa. Fui até a geladeira e tomei um chopp (no Pará, chopp significa sacolé,  geladinho, que é o suco de frutas dentro do saquinho e colocados para gelar), não me contive e tomei mais um...  fiz objetos de barro, esperei a maré subir e convenci minha vó que eu merecia tomar banho na maré... a hora do almoço chegou e tinhamos que voltar para casa, peixe na brasa e feijão eram o cardápio do dia. - Vó, hoje tem quermece , deixe eu ir? perguntei a ela,  e ela respondeu: - o boi está na rua.... (o boi-bumbá Tinga, Fasceiro, famosos na região no mês de junho e julho) e eu tinha que escoher entre brincar na simples quermece, ou ir atrás junto com ela, é claro, do boi.......até que, já era hora de voltar para o presente.. acredito que as lembranças servem para mergulharmos nossa alma nas mais lindas emoções, nos mais intensos sentimentos.... e por isso voltei para o presente, para nele ajudar a construir as lembranças futuras da infância de quem me faço presente.

Meu filhos!
Quero também que as lembranças deles tenham cores, aromas e sabores, sem dores, sem dissabores... quero que eles sintam na alma, essa volta à infância um dia... quando uma brisa matinal também os tocarem trazendo junto um perfume agradável que só pode ser sentido dentro de nós, nas lembranças que a infância deixou!


sexta-feira, 12 de abril de 2013

A História da Clarinha...

Estamos acompanhando aqui na Holanda a triste história do garoto de 9 anos, de origem turca, que foi adotado quando criança por um casal de mulheres que hoje precisam viver escondidos porque a "mãe" biológica, turca, de religião islâmica descobriu a orientação sexual da família adotiva e agora, depois de 9 anos está querendo o menino de volta. 
Tal postura, estremeceu as relações políticas entre os dois países, uma vez que na Turquia a homossexualidade está bem longe de ser aceita, enquanto que a Holanda foi o primeiro país no mundo que legalizou o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo.

Enquanto aqui esperamos para ver como vai terminar essa história, o Blog foi até o Norte do Brasil para contar a história de uma menina chamada Maria Clara, que para nós mamães, podemos chamá-la de Clarinha... 

Clarinha foi adotada quando bebê, por um casal de duas mulheres, a Assistente Social Mônica Azevedo e a Esteticista Jully Reis, as quais  foram as primeiras no Norte do País a terem do direito de ter o nome das duas mamães no registro de nascimento da criança. 
Hoje, com 4 anos  de idade,  a menina estuda no turno da tarde cursando o Jardim II, que segundo informação da mamãe Monica, deveria está no Jardim I, porém foi adiantada devido sua maturidade cognitiva observada pela escola. Pratica Natação e capoeira pela manhã e ainda tem aula particular para fazer os deveres de casa, visto que as mamães além de trabalharem em suas profissões, Monica é funcionária pública do Estado do Pará e Jully proprietária de um centro de estética, também trabalham em uma Comunidade Terapêutica que trata dependentes alcóolicos e químicos, portanto, o tempo que sobra é só para se divertir com a filha. 


Corujas como toda mamãe, elas observam a Clarinha como uma criança muito brincalhona, travessa, bastante sociável e dona de uma inteligência e espiritualidade elevadíssimas. Sabe que tem duas mães e que ama ter duas mães. E para quem defende a presença paterna no desenvolvimento infantil, Clarinha espôntaneamente elegeu dois tios para ser seus dois pais, portanto de pais ela vai muito bem, obrigada! 

O futuro de Clara, com certeza seria outro se no meio do caminho não tivesse encontrado o amor de Monica e Jully,  quando questionadas se a criança sente-se diferente pela família que constitue, a resposta é bastante coerente ;' Ela não se sente diferente, porque ela tem o mesmo que as outras crianças com as quais ela convive tem, que é amor, carinho, afeto, condição digna de moradia, educação, lazer, esporte... enfim ela tem tudo que as demais crianças tem, e criança só se sente diferente quando não tem o que precisam ter para crescerem adultos seguros e felizes.'

'Desejamos  que ela seja um ser humano íntegro, responsável, capaz, feliz e livre de amarras.
Ela tem limites, não pode fazer o que quer, mas não vemos isso como restrição e sim como coerência no processo educativo, para que não seja um adulto voluntarioso e egocêntrico.'



Baseado na história da Clara, alguém ainda duvida que o  ambiente familiar harmonioso, saudável tem haver com oreintação sexual?  Pelo contrário, isso só faz comprovar o que já dizia o mestre Piaget, o desenvolvimento cognitivo da criança está diretamente ligada com as questões afetivas, emocionais que a criança recebe diariamente por parte da família. Independente de modelo familiar, se existe respeito, segurança e amor, não precisa de mais nada.


Para quem desejar conhecer o trabalho do grupo terapêutico aqui citado é só clicar no link abaixo: 

outros links: 

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Uma dose de "Calypso", com uma pitada de respeito, por favor!

Diante de tanta polêmica  envolvendo uma entrevista que a cantora Joelma, da Banda Calypso, deu a revista Época no Brasil, onde segundo a revista  a cantora diz  " Tenho muitos fãs gays, mas a Bíblia diz que o casamento gay não é correto e sou contra”, disse Joelma, acrescentando que, se tivesse um filho nessa situação, “lutaria até a morte para fazer sua conversão”. “Já vi muitos se regenerarem. Conheço muitas mães que sofrem por terem filhos gays. É como um drogado tentando se recuperar”. 

O Blog "Só entre mães e agregados" resolveu comentar a tal polêmica. Como mãe, compreendo  a Joelma quando ela diz que " Conheço muitas mães que sofrem por terem filhos gays ". Simplesmente porque nenhuma mãe quer ver seu filho sofrer por ser discriminado, por ser desrespeitado, por está "fora" do padrão imposto pela sociedade onde todos devem respeitar o que dita a maioria, portanto quem está fora desse padrão é marginalizado. Porém, acredito que  devem também existir  mães que  são felizes com seus filhos gays, porque os amam ou porque aprenderem e também ensinaram que  o mundo não é só do azul, é também do lilás, do vermelho, do amarelo, ou seja, o mundo é todas as cores. 

Fazendo uma comparação bem metafórica; Mas sou mãe e não gosto do  verde, logo, vou proibir meu filho de usar a cor verde porque é uma cor "cafona" no meu ponto de vista.  Onde está o respeito pela liberdade de escolha do seu filho, que daqui a pouco vai crescer e não vai precisar da sua ajuda para comprar quantos acessórios verdes ele quiser. E você mãe, vai fazer o que? sofrer porque seu filho escolheu que gosta de verde? contrariando assim a sua vontade?  não  seria melhor uma conversa franca com seu filho dizendo que o verde não é sua opção de cor, porém existem coisas verdes importantes para o nosso mundo, como o gramado de um  jardim de primavera, por exemplo, que para crescer precisa ser cuidado, tratado com carinho e amado. Como o gramado, assim são as pessoas, sejam elas Homosexuais ou Heterosexuais, que  para crescerem viçosas,  precisam ser bem tratados, alimentados, amados e também precisam ser respeitadas pelo que são, pela sua natureza humana, como seres importantes para suas familias, como seres que amam e também são amados.

Respeito!!!!! Essa é a palavrinha mágica, que me faz compreender que a cantora Joelma tem todo o direito de não gostar e não aceitar o casamento gay, de não querer para si, mas por outro lado deve respeito a esse público que por sinal, também é a maioria do  público que lota seus shows. 

 É isso mamães, que devemos ensinar para nossos filhos, que eles respeitem, não só as opções sexuais das pessoas, mas também as religiões, as opções políticas, as pessoas idosas, os portadores de necessidades especias, os nordestinos, os estilos musicais, os animais e assim por diante.... Quem sabe em um futuro próximo, as mães que a cantora Joelma conhece, deixem de sofrer  por que a sociedade em que elas vivem, passou a respeitar os "diferentes", passou a respeitar a diversidade que o mundo abrange!  E isso é algo que  deve começar a ser exercitado em casa desde cedo com os nossos pequeninos.

bjs e até o próximo post!



quinta-feira, 4 de abril de 2013

Imitando a mamãe holandesa ....... Elogiando sempre!

A Mamãe holandesa  é sempre muito orgulhosa dos seus filhotes, é natural aqui elogiarem todas as conquistas de seus filhos por menor que nos pareça. Por exemplo, quando uma criança consegue dar os primeiros passinhos, a mamãe e o papai, elogiam e dizem ao filho o quão orgulhosos estão pela sua conquista, cantam parabéns, batem palma, é muito Hip, Hip, Hoera!! (Viva! viva! Oba!)

Na escola também não é diferente, quando as crianças aprendem algo novo, ou quando  são ajudantes das professoras, elas ganham um adesivo colado na mãozinha que significa que ela , a criança,  teve seu esforço reconhecido, e que isso é motivo de orgulho, portanto  exibe o adesivo como se fosse um prêmio. 
 Frases como -" Muito bom!",  "Você deu o seu melhor!", "Estou orgulhosa por você ter conseguido isso!",  "Ficou bom, mas acredito que da próxima vez vai ficar ainda melhor!" São     aqui frases ditas, pelos adultos  às crianças, sempre estimulando usando palavras motivadoras e nunca desanimadoras. Porém, o corpo também precisa dizer o mesmo, e é com exagero que eles o fazem, fazendo ar de espanto, como quem diz, nossa você consegiu isso?! Como você é inteligente! pegando na mão da criança e dando os parabéns, sorrindo, dizendo o quão difícil seria para ele, o adulto, se fosse fazer o mesmo. 

Portanto mamães e agregados, é como profissional que lhes digo que o ato de elogiar fortalece o desenvolvimento emocional e psicológico do seu filho, além de estimular a auto estima, e é precisamente na infância, onde a personalidade está sendo formada, ter seus esforços reconhecidos e elogiados,  faz com que a criança passe a ter maior confiança em sim mesma.  E cá entre nós, quem não gosta de receber um elogio espontâneo e sincero,?!  Então vamos fazer igual as mamães holandesas? já elogiou hoje as crianças da sua casa? Pois, elogie, abrace apertado, beije muito seu filho por cada nova conquista, por tudo que ele fizer, sempre reforçando o quanto ele é especial para você e o quanto todos em casa ficam felizes por ele. 
Beijinhos e até o próximo post!

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Espinafre!

Comida Típica Holandesa.
 Creme de Espinafre cozido com Leite e Batata cozida  amassada com carne moida e espinafre.
Faz o mais sucesso aqui em casa. Além de ser super saudável, garanto que é uma delícia!

Eu já compro o espinafre pronto.

Depois é só colocar meia xícara de leite e deixar virar um creme,
As batatas eu cozinho no vapor, e depois de prontas, amasso e misturo com a carne moída refogada só com   cebola e pouco alho e uma colher de sopa de óleo, amasso tudo até virar isso que se ver no prato! rsrsrrsrsr
Está pronto um prato Holandês! com tempero brasileiro.... :)

O que ter em casa, Crianças ou Cristais????

Eu sou apaixonada pelos cristais que a minha sogra tem, uma prateleira linda com cristais maravilhosos... todos limpinhos, brilhantes, perfeitos! Então eu comentei com meu marido, com um ar de inveja; - nossa como  a casa dela é impecável, como diria a minha mãe, tudo no seu devido lugar, linda!
E  ele imediatamente falou, amor, a minha mãe e o marido dela, (minha sogra está no segundo casamento que já dura 25 anos) são dois idosos ( para mim nem tanto, eles tem 72 anos os dois) que nem se movimentam na casa, passam o dia inteiro fora de casa, só voltam para dormir, minha mãe nem cozinha mais (realmente, 1 vez por semana ela janta na casa de 1 filho, ela tem 3 filhos. Na nossa casa ela vem sempre as quinta-feiras ou quase todos os dias para brincar com os netos... rssrsr ) por isso que tudo é perfeito, mas também é triste...
Eu questionei,  Triste? Como assim? e ele  imediatamente continuou , claro que é triste. Por exemplo, na nossa  casa tem vida, tem cores, tem movimento, a gente se movimenta para não deixar o Johann (nosso caçula de 1 ano) cair do sofá e se machucar, se movimenta para desentupir o vaso sanitário que o Andries (nosso primogênito de 5 anos) encheu de papael higiênico, se movimnta limpando a sujeira de tinta de caneta, de tinta guache das paredes, da cola que ele usou para colar as figuras, os desenhos que ele faz e gruda nas paredes da casa, no colorido dos brinquedos espalhados pela sala, nas músicas que eles escutam e cantam, no riso, nas brincadeiras, no choro .... ri deles e ri com eles, isso nao é alegria? 
Sabe que realmente, eu acho que você tem razão... disse a ele!  
Só quem tem filhos, ou crianças em casa tem histórias para contar, consegue ser surpreendido pelas perguntas e também pelas respostas que eles inteligentemente nos dão! Cabe a nós, mães, pais, vovós, vovôs,  tios, tias, madrinhas, padrinhos, cuidadores e etc.. os que eu chamo carinhosamente de  "agregados",  cuidar, amar,  perceber e acompanhar o desenvolvimento em todos os aspectos , principalmente o  emocional e educacional. Participar ativamente da vida de nossos filhos, não é perder tempo, e sim investimento num possível adulto feliz e realizado, afinal não é isso que desejamos à eles? Sem contar que nossa "rotina" torna-se mais colorida e divertida!
São 21:20 aqui, hora exata que escrevi esse post, as crianças já dormem e a gente, eu e meu marido, sentimos um vazio, não nego que  nessas  alturas do campeonato estou no modo reserva, bateria low, porém escrever me alimenta e a conversa também...  sabem sobre o que a gente conversa? adivinha quem puder ! sobre as crianças, é claro! Mas logo pedimos pausa, porque também papai e mamãe são namorados......... rsrrrsr

 Porta de casa com o desenho e o relógio das estações do tempo feito pelo Andries.
Andries